As artes plásticas da África que vemos nos livros e coleções são produtos desenvolvidos ao longo de séculos. Sejam esculpidos, fundidos, modelados, pintados, trançados ou tecidos, os objetos da África nos mostram a diversidade de técnicas artísticas que eram usadas nesse continente imenso, e nos dão a dimensão da quantidade de estilos criados pelos povos africanos.
Tais estilos são a marca da origem dos objetos, isto é, cada estilo ou grupo de estilos corresponde a um produtor (sociedade, ateliê, artista) e localidade (região, reino, aldeia). Mesmo assim, devemos lembrar que os grupos sociais não podem ser considerados no seu isolamento, e, portanto, é natural que a estética de cada sociedade africana compreenda elementos de contato. Além disso, cada objeto é apenas uma parte da manifestação estética a que pertence, constituída por um conjunto de atitudes (gestos, palavras), danças e músicas. Isso pode determinar as diferenças entre a arte de um grupo e de outro, tendo-se em vista também o lugar e a época ou período em que o objeto estético-artístico era visto ou usado, de acordo com a sua função.
Portanto, a primeira coisa a reter é que, na África, cada estátua, cada máscara, tinha uma função estabelecida, e não eram expostas em vitrines, nem em conjunto, nem separadamente, como vemos dos museus. Outra coisa deve ser lembrada: a arte africana é um termo criado por estrangeiros na interpretação da cultura material estética dos povos africanos tradicionais, diferente das artes plásticas da África contemporânea que se integram, como as nossas, brasileiras e atuais, no circuito internacional das exposições.

Os principais produtos artísticos da África tropical são as máscaras e esculturas em madeira. Esses objetos tem a forma angulosa, assimétrica e distorcida. Para os membros da sociedade africana, eram objetos sagrados que traziam a força vital de um espírito ancestral ou da natureza. Tinha o poder de curar doenças e ferir os inimigos. Em ocasiões especiais, as máscaras e as estátuas, eram retiradas dos santuários, lavadas, untadas com óleo de palmeira, e decoradas com panos e contas.
Com base nesse conceito da Arte Africana, na aula do dia 12/03, de Arte e Estética Aplicada à Comunicação, Luciana Santos nos propôs mais uma vez, soltar a imaginação e deixar a criatividade tomar conta da aula. Dessa vez, tínhamos que criar um convite para a exposição de um artista africano chamado Zulu African, no convite deveria conter o texto e uma imagem que denominasse a assinatura do artista, no caso, as máscaras. Deveria conter também data, horário e local da exposição.
Abaixo o trabalho realizado por nós da agência Pillares CI:
Usamos as cores que predominam na Arte Africana: marrom, vermelho, amarelo, verde, preto, branco. Para o nome da exposição, pesquisamos palavras da língua africana e escolhemos "CHITUNDU" que significa "Ninho dos pássaros".
Todas as agências deram um show de criatividade e estão surpreendendo a cada dia. Parabéns a todos.Buscar sempre evoluir, esse é o caminho.
Livro: Arte Comentada Da Pré-História ao Pós-Moderno - Carol Strickland