terça-feira, 29 de maio de 2012

Turismo só funciona para turistas se a cidade for boa para com seus habitantes


Por Vithor Torres
A Copa é iminente. As Olimpíadas se aproximam. E as discussões sobre os mais variados assuntos que esses dois megaeventos proporcionam são inevitáveis. Mobilidade urbana, ampliação do setor hoteleiro, melhoramento dos aeroportos, enfim, são pontos de um debate extremamente produtivo para o futuro do Brasil e de suas empresas. Há um setor que se beneficiará de tudo isso: o do turismo.
Sobre os desafios e as possibilidades desse setor, Milton Longobardi, diretor da São Paulo Turismo (SPTuris), ministrou a palestra "Marketing de Destinos como Fator de Desenvolvimento Econômico" no primeiro dia do Congresso Mega Brasil de Comunicação 2012, evento que acontece até dia 31 no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. A mediação da apresentação foi de Márcia Glogowski, diretora da agência RP1 Comunicação.
Com um vídeo-propaganda de São Paulo usado para a captação de recursos no exterior, Longobardi iniciou e mostrou quais pontos funcionam e quais não dão certo para o turismo. O vídeo exaltou a grandeza da metrópole, com seus inúmeros eventos e acontecimentos, teatros, cinemas, restaurantes e hotéis. "Quando dizemos que se consome 1 milhão de pizzas por dia em São Paulo, as pessoas logo pensam: 'Meu Deus, que mercado enorme!'”.
A pauliceia é o ponto de análise e a referência de Longobardi. E é um exemplo mais do que válido para se pensar o turismo brasileiro nos próximos anos. Além dos dois principais megaeventos, o país receberá ainda a Copa das Confederações, o Congresso Mundial do Rotary, as Paraolimpíadas e tenta realizar também a Expo 2020. O marketing, em todos esses casos, contribuirá decisivamente para o sucesso desses acontecimentos e do desenvolvimento das sedes e arredores. O objetivo desse marketing é muito simples: “fazer com que os visitantes gastem o seu dinheiro no Brasil”, explicou Longobardi.
Apesar do tamanho e do potencial do Brasil, o turismo ainda tem pouco espaço e relevância para a economia nacional. “Espera-se que, a partir de 2014, esse cenário comece a mudar”, deseja Longobardi. Afinal, o setor traz mais vantagens que a exportação. Só em 2011, São Paulo arrecadou quase 7 bilhões de dólares com os visitantes estrangeiros. A única ressalva que Longobardi faz é a de que, normalmente, quase todos se esquecem: “Turismo só funciona para os turistas se a cidade é boa para com seus habitantes”. (Foto: Agência Imagem)




Fonte: http://www.megabrasil.com.br/tome_nota_1024.asp
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